8 de Março: Ser mulher é lutar todos os dias!
Publicado por Claudia Rosa em Atualidades · Segunda 09 Mar 2026 · 3:30
8 de Março: Ser mulher é lutar todos os dias
O Dia Internacional da Mulher não é apenas uma data para receber flores ou mensagens bonitas. Para muitas de nós, é um dia que carrega memória, dor, coragem e luta.
Ser mulher ainda é enfrentar desafios que muitas vezes são invisíveis para quem nunca viveu essa realidade.
Ser mulher é aprender desde cedo a ter cuidado com o caminho que se percorre, com os lugares que se frequenta e até com a forma de falar ou reagir. É precisar provar competência o tempo todo. É lutar por respeito dentro da sociedade, no trabalho e muitas vezes até dentro da própria casa.
E essa talvez seja a parte mais difícil de admitir:
muitas mulheres vivem a violência dentro do próprio lar.
muitas mulheres vivem a violência dentro do próprio lar.
Eu sei disso porque eu já vivi isso.
Sei o que é sentir medo dentro da própria casa. Sei o que é conviver com o silêncio, com a dor e com a sensação de que ninguém está vendo o que está acontecendo. Quem nunca passou por isso talvez não consiga compreender completamente o peso emocional que essa realidade carrega.
Por isso, quando falo sobre violência contra a mulher, eu não estou falando apenas de estatísticas. Eu estou falando de vidas reais.
Mesmo assim, os números mostram o tamanho do problema que o Brasil enfrenta.
Dados oficiais apontam que 1.450 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil em 2024, o que significa que aproximadamente quatro mulheres são assassinadas por dia por razões de gênero.
E a situação continua grave. Em 2025 foram registradas cerca de 1.518 vítimas de feminicídio, o maior número já registrado no país.
Quando se somam os crimes consumados e as tentativas, os números são ainda mais assustadores: 6.904 mulheres foram vítimas de feminicídio ou tentativa de feminicídio em 2025, quase seis casos por dia no Brasil.
Esses números não representam apenas estatísticas.
Eles representam mulheres que tinham sonhos, famílias, filhos, histórias e uma vida inteira pela frente.
Como mulher, e como alguém que conhece de perto a dor da violência doméstica, eu acredito que a sociedade precisa reagir com firmeza.
Precisamos de leis mais rígidas contra agressores, punições que realmente sejam aplicadas e um sistema que proteja a vítima antes que a violência se transforme em tragédia.
Mas também precisamos de algo igualmente importante:
mais mulheres na política.
mais mulheres na política.
Durante muito tempo, as decisões sobre a vida das mulheres foram tomadas quase exclusivamente por homens. E isso precisa mudar.
Precisamos de mulheres ocupando espaços de poder, participando da construção das leis e criando políticas públicas voltadas para proteger mulheres e meninas.
Quando mulheres participam da política, temas fundamentais ganham mais atenção:
- combate à violência doméstica
- igualdade salarial
- proteção às mães
- segurança nas cidades
- acesso à saúde e educação
- políticas de proteção para mulheres em situação de vulnerabilidade
Ter mais mulheres na política não é apenas representatividade. É uma necessidade para construir uma sociedade mais justa.
Neste Dia Internacional da Mulher, eu não quero apenas celebrar conquistas.
Eu quero lembrar que ainda existe uma luta.
Uma luta para que nenhuma mulher tenha medo dentro da própria casa.
Uma luta para que meninas cresçam sabendo que podem ocupar qualquer espaço.
Uma luta para que nenhuma mulher seja silenciada pela violência.
Uma luta para que meninas cresçam sabendo que podem ocupar qualquer espaço.
Uma luta para que nenhuma mulher seja silenciada pela violência.
Ser mulher muitas vezes significa enfrentar batalhas invisíveis todos os dias.
Mas também significa carregar uma força enorme de transformação.
E é essa força que precisa continuar abrindo caminhos — até o dia em que ser mulher não seja um ato de resistência, mas apenas um direito de viver com dignidade, respeito e liberdade.
Por Claudia Rosa
Cidadã, colunista e defensora da transparência pública.
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