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Mulheres acima da polarização!!!

Mulheres acima da polarização!!!

Observatório da Transparência
Publicado por Claudia Rosa em Mulheres na Política · Quinta 29 Jan 2026 · Tempo de leitura 2:30
Mulheres acima da polarização: consciência, coletividade e futuro

A política brasileira vem sendo empurrada, dia após dia, para um caminho perigoso: o da polarização extrema.
De um lado e de outro, gritos, rótulos e disputas simbólicas que pouco ou nada resolvem os problemas reais da população. Ela pensa na família, na comunidade, no trabalho, na saúde, na educação e no futuro. Para a mulher, política não é torcida organizada; é organização da vida.
Isso é experiência.
Isso é preparo.
A mulher não cresce politicamente repetindo slogans ou alimentando rivalidades artificiais. Ela cresce pensando, dialogando, organizando e construindo caminhos possíveis. Tem mentalidade estratégica, estrutura emocional e responsabilidade social. Enxerga além do simplismo do “nós contra eles”.
Ela entra para cuidar, organizar e transformar.
Precisamos escolher dignidade, transparência, políticas públicas que funcionem e respeito ao dinheiro do povo.
Não permitam que usem nossa voz, nossa força e nossa inteligência para alimentar conflitos que não resolvem problemas reais. Mulheres que questionam. Mulheres que constroem coletivamente.
E nisso, as mulheres estão — historicamente e moralmente — um passo à frente.
Como mulher, cidadã e colunista, afirmo com clareza: as mulheres não precisam — e não devem — entrar nessa lógica.
A mulher está acima da polarização porque pensa no coletivo.
Durante muito tempo, tentaram nos convencer de que política não era lugar para mulher. Mas quem vive a realidade cotidiana sabe que isso nunca foi verdade. A mulher sente primeiro quando o serviço público falha, quando falta cuidado, quando a desigualdade aperta. Ela percebe antes quando algo não funciona — porque é ela quem sustenta, organiza e remenda os efeitos das falhas do Estado no dia a dia.
Isso não é discurso.

A ex-chanceler alemã Angela Merkel, uma das líderes mais respeitadas do cenário mundial, sintetizou esse olhar ao afirmar:
“Política é a arte de fazer o que é necessário, não o que é mais barulhento.”
(Merkel, discursos sobre governança e responsabilidade pública, 2015–2018)
Essa é a essência de uma política madura — e profundamente feminina.
Uma política verdadeiramente transformadora nasce da consciência coletiva, da solidariedade e do compromisso com quem mais precisa. Não nasce do ódio, nem da divisão. Nasce da responsabilidade. Isso é maturidade política. Quando a mulher entra na política, ela não entra para dividir. Não precisamos escolher extremos.
Por isso, deixo aqui um convite sincero: mulheres, não se deixem capturar pela polarização.
Sejamos mulheres que pensam.
A política precisa de menos guerra e mais consciência social.


Por Claudia Rosa
Cidadã, colunista e defensora da transparência pública.



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