🚨 IMPOSTO SOBE. A CIDADE NÃO CRESCE. ATÉ QUANDO?
Publicado por Claudia Rosa em Mulheres na Política · Sexta 13 Fev 2026 · 3:45
🧾 IMPOSTOS SOBEM, SERVIÇOS NÃO ACOMPANHAM
Até quando o cidadão vai pagar essa conta sozinho?
Todo início de ano é a mesma cena: o carnê do IPTU chega, o valor assusta e o planejamento da família precisa ser refeito. O discurso oficial fala em “atualização”, “correção monetária”, “valorização imobiliária”. Mas nas ruas, a pergunta é direta:
A cidade melhorou na mesma proporção que o imposto?
A Constituição Federal, no artigo 156, determina que o IPTU é de competência municipal. Já o artigo 145, §1º, estabelece o princípio da capacidade contributiva — ou seja, o imposto deve respeitar a realidade econômica do contribuinte.
Em termos simples:
o tributo não pode sufocar o cidadão.
Se mede por:
✔ planejamento urbano eficiente
✔ transparência no orçamento
✔ serviços funcionando regularmente
✔ planejamento urbano eficiente
✔ transparência no orçamento
✔ serviços funcionando regularmente
Se a arrecadação aumenta, o planejamento precisa ser visível.
Se o contribuinte é cobrado com rigor, o gestor deve responder com transparência.
Receber serviço digno é direito.
Se o contribuinte é cobrado com rigor, o gestor deve responder com transparência.
Receber serviço digno é direito.
📊 A arrecadação cresce — e o retorno?
Segundo dados oficiais divulgados por diversas capitais brasileiras, a arrecadação municipal tem apresentado crescimento real nos últimos anos, especialmente com IPTU e ISS.
Em grandes centros, o IPTU já representa uma das principais fontes de receita própria dos municípios, financiando saúde, educação, infraestrutura e manutenção urbana.
O problema não é arrecadar.
O problema é arrecadar mais… e entregar o mesmo.
Quando a população continua convivendo com:
- ruas esburacadas
- unidades de saúde superlotadas
- escolas sem manutenção
- transporte precário
- iluminação pública falhando
a discussão deixa de ser técnica e passa a ser administrativa.
⚖️ O que a lei garante ao contribuinte
Além da Constituição, outras normas reforçam o direito do cidadão:
🔹 Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011)
Garante a qualquer cidadão o direito de solicitar dados sobre:
- arrecadação tributária
- contratos públicos
- execução orçamentária
- reajustes e base de cálculo
Transparência não é favor político. É obrigação legal.
🔹 Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000)
Determina que os gestores públicos devem agir com:
- planejamento
- equilíbrio fiscal
- publicidade dos atos
- responsabilidade na gestão dos recursos
Se o dinheiro aumenta, a eficiência também deveria aumentar.
🏠 Como o IPTU é calculado
O valor do IPTU tem como base o valor venal do imóvel, definido conforme critérios técnicos estabelecidos no Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172/1966) e na legislação municipal.
Esse valor considera:
- localização
- metragem
- padrão construtivo
- infraestrutura da região
Qualquer alteração na base de cálculo deve respeitar o princípio da legalidade — ou seja, precisa estar prevista em lei aprovada pelo Legislativo.
Aumento por decreto que extrapole a correção inflacionária pode gerar questionamento jurídico.
👵 Isenções e descontos: direito pouco divulgado
Muitos municípios oferecem isenção ou redução do IPTU para:
- aposentados e pensionistas de baixa renda
- proprietários de único imóvel
- imóveis de baixo valor venal
Mas nem sempre essa informação chega claramente à população.
E quando o cidadão não sabe que tem direito, ele paga o que poderia estar legalmente isento.
Direito escondido é direito negado.
📢 Cidade da propaganda x cidade real
Nas redes oficiais, a cidade aparece vibrante: inaugurações, anúncios, eventos.
Na rotina do morador, a realidade pode ser diferente.
Boa gestão não se mede por postagem.
✔ manutenção preventiva
Marketing público não substitui política pública.
🔎 Fiscalizar não é ser contra — é exercer cidadania
Tribunais de contas e câmaras municipais têm papel fiscalizador. Mas o controle social — aquele exercido pelo cidadão — fortalece a democracia local.
A própria Constituição garante a participação popular na gestão pública.
Acompanhar o orçamento, solicitar informações via Lei de Acesso, participar de audiências públicas e questionar reajustes não é radicalismo.
É responsabilidade cívica.
📌 A conta precisa fechar dos dois lados
Se o imposto sobe, o serviço precisa acompanhar.
Pagar imposto é obrigação.
E quando uma voz se levanta para lembrar isso — especialmente uma voz feminina que transforma indignação em liderança — não é apenas uma crítica.
É um chamado à maturidade administrativa.
Porque cidade justa não é a que arrecada mais.
É a que devolve melhor.
Por Claudia Rosa
Cidadã, colunista e defensora da transparência pública.
